Animais: cientistas observam ‘senso quântico’, forma como seres vivos ‘enxergam’ campos magnéticos

Cientistas confirmam o que já suspeitavam: pássaros migratórios e outros animais, possuem 'criptocromos', que permitem sentir campos magnéticos
Por Henrique De Mesquita
Publicado em 08/01/21 às 12h11
Animais: cientistas observam 'senso quântico', forma como seres vivos 'enxergam' campos magnéticos
Animais: cientistas observam 'senso quântico', forma como seres vivos 'enxergam' campos magnéticos

Cientistas da Universidade de Tóquio afirmam ter observado uma reação mostrando a física quântica impactando diretamente a bioquímica, que eles suspeitam explicar como certos animais podem perceber o campo magnético da Terra.

Os pesquisadores há muito suspeitam que alguma parte dos sistemas visuais de vários animais, incluindo pássaros migratórios, permite que eles percebam os campos magnéticos da Terra, permitindo-lhes navegar por grandes distâncias durante os períodos migratórios, mas nunca foram capazes de encontrar o mecanismo. Até agora, claro.

A equipe da Universidade de Tóquio usou um microscópio personalizado, que pode detectar flashes de luz extremamente fracos, em uma cultura de células humanas que continha um material extremamente sensível à luz que pode responder a mudanças em um campo magnético. 

Os fotorreceptores, chamados criptocromos, são encontrados nas células de várias espécies, incluindo pássaros migratórios e cães e, curiosamente, humanos.

Em seguida, banharam a cultura de células humanas, crivada de criptocromos, com luz azul que os fazia brilhar, momento em que os pesquisadores geraram campos magnéticos em várias frequências para estimular ainda mais as células. 

Cada vez que o campo magnético passava pelas células, o brilho diminuía em aproximadamente 3,5 por cento, indicando uma reação direta combinando os campos da física quântica e da bioquímica.

“Achamos que temos evidências extremamente fortes de que observamos um processo puramente mecânico quântico afetando a atividade química no nível celular”, diz o biofísico Jonathan Woodward.

As descobertas abrem as portas para o estudo nos campos da magnetoecepção animal (percepção dos campos magnéticos), bem como as investigações sobre possíveis efeitos adversos à saúde em humanos causados ​​pela exposição ao campo magnético.

Também há evidências que sugerem que, pelo menos em algum nível, os humanos também são capazes de sentir o magnetismo da Terra, embora os cientistas estejam longe de desbloquear superpotências tão cedo. 

“O que é positivo nesta pesquisa é ver que a relação entre os spins de dois elétrons individuais pode ter um grande efeito na biologia”, diz Woodward, referindo-se à chamada hipótese de par radical que tenta explicar como um campo magnético pode influenciar a forma como os elétrons giram em torno de seus átomos e, assim, afetar a função das células nos animais.

Com informações via RT News
Foto: Divulgação

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