Após ‘Carta à Nação’, Michel Temer reaparece em vídeo e apoidores especulam 3ª via nas eleições de 2022

Michel Temer sinaliza que deve estar voltando ao pleito eleitoral em 2022
Após "Carta à Nação", Michel Temer reaparece em vídeo e apoidores especulam 3ª via presidencial
Após "Carta à Nação", Michel Temer reaparece em vídeo e apoidores especulam 3ª via presidencial

Michel Temer (MDB) pode estar com saudade do Palácio da Alvorada. O ex-presidente tem dito a pessoas próximas que ele seria o candidato ideal da terceira via e um vídeo divulgado nesta segunda-feira (13), tem reforçado esta tese.

Em maio deste ano, o prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha, disse que o MDB teria candidato próprio em 2022 e que o ex-presidente Temer poderia ser o nome da sigla. Também segundo o colunista Lauro Jardim, de O Globo, já reforçou esta tese de que ex-presidente poderia estar se preparando para a disputar um dos cargos no pleito de 2022, e que não é a primeira vez o emedebista aparece “nessa posição”.

Cenário após divulgação da “Carta à Nação”

Em vídeo construído nos últimos dias, o ex-presidente Michel Temer aparece descontraído, jovial, falando das conquistas do seu governo, como a reforma trabalhista e o ensino médio, e da vida.

O mais importante é que Michel Temer repete como palavras diálogos e conversa algumas vezes em um minuto. Ele também mostra fotos de Marcela Temer, uma ex-primeira-dama, e, com uma promessa de que conversará pela internet com a população, é mais uma que chama pra si o posto de terceira via.

“E como há muita polarização hoje no Brasil, convém lembrar que dialogar nunca foi tão importante. Tem que ouvir, posicionar-se, fazer concessões, mas sem abrir mão dos princípios ”, afirma no vídeo, muito bem editado.

O fim do teaser tem ar de mistério. Além disso, outro questão fica em aberto: o vídeo foi gravado antes ou depois do ex-presidente salvar Jair Bolsonaro do caos de 7 de setembro?

Bastidores

De acordo com uma fonte do MDB ao jornalista Fernado Castro, a ‘Carta à Nação’ divulgada por Bolsonaro ao lado de Michel Temer, integra um acordo que já vinha sendo construído nas últimas três semanas entre Ciro Nogueira, Gilmar Mendes, Arthur Lira e Rodrigo Pacheco.

Com a forte adesão popular, Bolsonaro buscou solidificar esse acordo. E consiste no seguinte:

  • Ação no STF que pede derrubada dos decretos de armas será rejeitado;
  • Inquérito dos atos antidemocráticos será assumido pela PGR;
  • Nova regulamentação em torno da raposa Serra do Sol;

A nível legislativo, a negociação incluiu:

  • Emenda Constitucional para regulamentar um ponto da CF para o STF só carimbar em torno de ações que sejam constitucionais ou inconstitucionais, o resto é de autonomia do Legislativo ou até mesmo de instâncias inferiores do Judiciário;
  • ICMS fixo;
  • Aprovação do Auxílio Brasil;
  • Solução dos precatórios;
  • Aprovação de Mendonça pro STF.

Coube ao Bolsonaro esvaziar as manifestações dos caminhoneiros, evitar desabastecimentos e dar andamento aos planos econômicos para reduzir inflação e afins.

E a nível político, a participação do Michel Temer foi para o Bolsonaro avalizar no ano que vem a candidatura do Temer para deputado federal e presidência da Câmara após o biênio do Lira. Foi isso costurado e divulgado no dia 9 de setembro e, já havendo sido negociada ao menos três semanas antes. No entanto, não há garantia de que as cláusula serão cumpridas.

Com informações via Veja | E Mais Goiás

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