Após ‘furões’ na fila de vacinação, medidas de rastreamento da coronavac podem ser implantadas no AM

Pedidos de rastramento da vacina ocorrem após duas médicas da família Lins terem sido vacinadas de imediato após o início da imunização na capital amazonense. Detalhe: ambas haviam sido nomeadas há menos de 48 horas
Por Isac Sharlon
Publicado em 21/01/21 às 12h12

O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado Josué Neto (Patriota) apresentou nesta quarta-feira (20), o Projeto de Lei (PL) que cria medidas para rastreamento de vacinas, publicidade dos imunizados, entre outras providências. A proposta atende pedidos da população e visa garantir que pessoas fora dos grupos essenciais furem a fila da imunização.

Na última terça-feira (19) surgiram denúncias junto ao Ministério Público do Amazonas (MP-AM) de que pessoas fora do grupo que tem prioridade na vacinação contra Covid-19, estavam sendo imunizadas.

Josué afirma que a Secretaria Estadual de Saúde (SES) ficará responsável por cumprir essas normas do Programa Estadual de Imunizações.

“O rastreamento se refere a origem ao consumo, devendo conter: lote, destinatário, quantidade e o responsável pelo transporte. Também caberá aos responsáveis pela aplicação da vacina fornecer: a identificação do vacinado (imunizado), matrícula funcional, local de lotação e o grupo pertencente e as informações terão ampla publicidade em seus respectivos portais da transparência e diários oficiais”, informou o parlamentar.

O projeto, segundo ele, começa a tramitar na terça-feira (26), e poderá ser acompanhado pelo Sistema de Apoio ao Processo Legislativo (SAPL).

Vacinadas sim!

O uso da vacina contra o coronavírus em Manaus virou polêmica nas redes sociais e ganhou repercussão em veículos de comunicação e também nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário após duas médicas da família Lins terem sido vacinadas de imediato após o início da imunização na capital amazonense. Uma delas, inclusive, teria sido nomeada um dia após o início do plano de vacinação, o que gerou revolta e desconfiança na população de que a profissional só foi nomeada para poder ser vacinada. Já a outra estava a menos de 48 horas nomeada. Na ocasião, a Prefeitura justificou que não houve privilégio a nenhuma das duas integrantes da família Lins. Você pode acompanhar mais informações sobre esse caso clicando aqui.

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