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11 de agosto, 2022

Após prisão por violência doméstica, Jean deve ter contrato rescindido no São Paulo

O São Paulo decidiu, na tarde desta quarta-feira (18) rescindir o contrato do goleiro Jean, preso nos Estados Unidos horas antes, acusado de violência doméstica contra a esposa, Milena Bemfica. Jean foi contratado junto ao Bahia em 2017 com contrato até dezembro de 2022. As informações são do site Globoesporte.com.

A ideia da cúpula tricolor é que a rescisão seja feita por justa causa. Na visão dos dirigentes, a atitude de Jean feriu os valores do clube e denegriu a imagem tricolor.

Registro da ocorrência que levou Jean à prisão na Flórida/EUA (Reprodução/Globoesporte.com)

Sequência dos fatos

O documento fornecido pelas autoridades do Condado de Orange tem partes omitidas, consideradas confidenciais, incluindo o depoimento do goleiro, que já foi encaminhado à penitenciária. Milena foi liberada. No entendimento das autoridades ela agiu em legítima defesa quando agrediu Jean.

Repercussão
Nos principais canais esportivos Brasil, comentaristas reprovaram a atitude do atleta e alguns, como Caio Ribeiro do Grupo Globo e integrantes do programa Fox Sports Radio, chegaram reforçar a necessidade de prender o goleiro para garantir uma punição eficaz. “Tem que ser impedido de conviver em sociedade”, chegou a afirmar o profissional da Globo.

Veja a tradução do documento

“Em 18 de dezembro de 2019, aproximadamente às 4h35, eu, Xerife Adjunto Edgar Castillo fui acionado por causa de um caso de violência doméstica. Eu encontrei com (…) e Jean Fernandes. Jean foi considerado o agressor e preso por violência doméstica.

(…) Assim que cheguei ao local, a segurança do hotel já estava lá e me direcionou a (…). Quando cheguei a (…) um homem branco (Jean Paulo Fernandes) e uma mulher branca vieram à porta. Notei que a face (…) estava inchada e com hematomas abaixo dos olhos. Jean também tinha um pequeno hematoma na testa. Ao tentar falar com os dois, Jean não estava colaborando e foi preso com algemas durante minha investigação. Por estar com algemas, eu li a ele seu Direito de Miranda (advertência dada a um suspeito quando está sob custódia da Polícia dos EUA) antes de lhe questionar sobre o incidente.

Então eu falei com (…), que me disse tanto verbalmente quanto num testemunho escrito, sob juramento. (…) disse que ela e Jean estavam discutindo no quarto e ela estava tentando acalmar Jean porque (…). Eles foram ao banheiro discutir, mas (…) quis ir para a cama. Quando (…) foi para cama, Jean a seguiu e a empurrou na direção da cama. Ele então subiu nela e deu três socos no rosto dela. (…) Me disse que ela pegou a chapinha e acertou Jean na cabeça como autodefesa. A chapinha quebrou quando acertou a cabeça de Jean. Os dois ficaram de pé, e Jean continuava sendo agressivo com ela. Jean então partiu para cima dela de novo, então ela arremessou a chapinha nele, acertando-o na perna e cortando-a.

(…) tentou deixar o quarto, mas Jean a segurou pelo cabelo e a levou ao banheiro, onde ele a socou no rosto mais cinco vezes. (…) Ela não quer processá-lo quanto a este incidente. (…) Ela preencheu um formulário e recebeu um cartão com o número do caso relativo ao incidente. Eu falei com (…) quando eles se acalmaram. Ambos me contaram versões similares na qual viram… (Jean) socou (…) no rosto. Fotos de (…) e lesões de Jean foram colhidas como evidência.

(…) recebeu atenção médica no local, e Jean foi levado ao Dr. Phillips hospital para ter seus ferimentos tratados. Baseado na minha investigação, além de depoimentos e observações na cena, estabeleci como provável acreditar que Jean foi o agressor primário no incidente e intencionalmente causou ferimentos no corpo de (…). Porque Jean e (…) constitui violência doméstica. Além disso, os ferimentos que Jean recebeu foram de (…) agindo em autodefesa, e a ela não foi imputado nenhum crime. Jean foi transportado para a Prisão de Orange County sem incidentes. Ele não quis notificar o Consulado Brasileiro“.

Da Redação

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