Arthur Neto classifica ataques de Bolsonaro como “strip-tease moral”

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Bolsonaro disse durante reunião ministerial, em Brasília, que Arthur Neto é um "bosta".
Por João Paulo Castro
Publicado em 22/05/20 às 09h11

Foto: Márcio James/Semcom e Marcos Corrêa/PR

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), rebateu nesta sexta-feira (22) os ataques do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) no qual lhe chamou de “bosta”. Para ele, a declaração de Bolsonaro é um “strip-tease moral”.

“Os insultos do presidente Bolsonaro, dirigidos a mim e a outros homens públicos, representam um verdadeiro “strip-tease moral” feito por quem não tem a mais mínima condição de governar o Brasil”, falou Arthur.

A declaração foi feita durante uma reunião ministerial que aconteceu no dia 22 de abril, em Brasília. Ela é citada pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, que acusa Bolsonaro de interferência na Polícia Federal (PF).

Bolsonaro criticou Arthur Neto por autorizar abertura de covas coletivas para enterro das vítimas do novo coronavírus (Covid-19). Ele também preferiu ataques o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSL).

“O que esses caras fizeram o vírus, esse bosta do governador de São Paulo, esse estrume do Rio de Janeiro, entre outros, exatamente isso. Aproveitaram o vírus, tá o bosta do prefeito de Manaus agora abrindo covas coletivas. Quem não conhece a história dele, procure conhecer, eu conheci dentro da Câmara”, comenta.

Ele complementou dizendo “sabemos quem ele é e quem ele foi” e que Arthur “vem espalhando terror” durante a pandemia da Covid-19.

Celso de Mello, um dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), quebrou o sigilo da reunião e autorizou ser divulgado nos veículos de comunicação nesta sexta-feira (22). Sergio Moro anuncisou sua saída do ministério no dia 24 de junho, ele acusou Bolsonaro de tentar interferir na corporação.

“Rachadinha”

Indiretamente, Arthur comentou sobre as “rachadinhas”, possível esquema que a família do presidente está envolvida, principalmente contra seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ).

“Nosso povo merece acatamento e não a submissão a uma liderança do submundo das “rachadinhas” e das milícias, do submundo da ditadura e das torturas”, dispara.

O prefeito de Manaus também declarou que a reunião ministerial foi transformada em uma “conversa de malandros de esquina”.

“Transforma a solenidade de uma reunião de Ministério em uma conversa de malandros de esquina. Quebra a liturgia do cargo. Vulgariza a instituição que deveria saber honrar. Exibe despreparo e me põe a questionar todos os presentes: como um ministro pode, sem se desmoralizar, conviver com uma pessoa dessa baixa extração? Que tempos! Que costumes”, explana.

Por João Paulo Castro

Leia também: Weintraub chama ministros do STF de “vagabundos” e que colocaria eles na cadeia

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