“Até agora não existe carro preto”, diz Joyce Coelho sobre sequestros de crianças

delegada joyce coelho
A delegada Joyce Coelho, titular da Depca, informou que há muita fake news sobre sequestros de crianças espalhadas na cidade.
Por João Paulo Castro
Publicado em 13/02/20 às 03h14

Foto: Reprodução/Portal Tucumã

Na tarde desta quinta-feira (13) a delegada Joyce Coelho, titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e Ao Adolescente (Depca), localizada ncedeu uma entrevista coletiva para explicar a onda de sequestros de crianças em Manaus.

Segundo a delegada, grande parte dos casos que aconteceram na capital são apenas boatos.  Joyce afirmou que está acontecendo uma espécie de “terrorismo” desnecessário.

“Me parece que está havendo um certo “terrorismo” virtual, a gente não conseguiu descobrir a motivação disso. A gente percebeu uma forte onda de fake News, não sei por qual motivação estão publicando sobre sequestros nas redes sociais, sequestro é um crime grave e pode receber punição”, disse Joyce.

Durante a coletiva, Joyce relembrou alguns casos emblemáticos, entre eles a história do carro preto que sequestrava crianças.

“Até agora não existe esse carro preto, ninguém viu. Sempre é a mesma história para quem trabalha em uma delegacia especializada. Não é para criar pânico, mas qualquer situação precisa ser reportada à polícia”, explicou.

Criança de 09 nos era abusada

No dia 1º de fevereiro foi veiculado uma informação que Edilene Cordeiro da Silva, de apenas 09 anos, desapareceu quando saiu para comprar frango no bairro Colônia Antônio Aleixo, zona Leste de Manaus.

Ela foi encontrada na última terça-feira (11) em Paricatuba, no município de Iranduba, a 26 quilômetros de Manaus. No entanto, a história real veio à tona dias depois.

Segundo a delegada, Edilene era alvo de constantes abusos dentro de sua residência, ela fugiu de casa no dia do ocorrido.

“Ela já sofria abusos, tem constantes passagens na delegacia e em abrigos locais, ela fugiu de casa porque sofria abusos sexuais e trabalho infantil. A criança estava em abrigo no mês de dezembro, logo em seguida foi entregue à família. Ela nos relatou que vive condições de vulnerabilidade e vive pedindo dinheiro no semáforo”, falou.

A menina afirmou em depoimento disse que é “abusada por uma pessoa na Colônia Antônio Aleixo” e foi de Uber para Iranduba.

Alerta

A delegada Joyce Coelho afirmou que os casos de desaparecimento devem ser encaminhadas para uma delegacia mais próxima e reitera “que a imagem da criança deve ser preservada e usar somente nas investigações policiais”.

Por João Paulo Castro com informações de Carol Dias

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