Bombeiros do AM têm pelotão especializado em resgates na água

Equipamentos do batalhão fluvial
Além da qualificação profissional, os bombeiros mergulhadores também utilizam diversos equipamentos para as ações. Cintos com lastros, máscaras, lanternas, faca, capuz de mergulho, botas, luvas e nadadeiras são alguns dos itens empregados nas missões.
Por Edilânea Souza
Publicado em 06/02/20 às 01h32

Localizar vítimas de acidentes aquáticos é a especialidade do Pelotão Fluvial do Corpo de Bombeiros do Amazonas. Composto por 16 bombeiros mergulhadores, o pelotão de elite atendeu 106 ocorrências de resgate de pessoas em rios e igarapés do Estado, ano passado. Mais de 60% dos casos foram registrados em Manaus.

Segundo o comandante do Pelotão Fluvial, o subtenente José Fernando Liberato, os mergulhadores só podem atuar em conjunto, em uma quantidade mínima de quatro bombeiros. Por isso, quando há ocorrências no interior, efetivo da capital é encaminhado para apoio. Além de Manaus, há bombeiros mergulhadores em Parintins, Manacapuru e Presidente Figueiredo.

Muitas vezes confundidos com salva-vidas, os bombeiros de resgate em meio líquido têm funções diferentes daqueles profissionais. Enquanto o salva-vidas trabalha com prevenção em locais como balneários e clubes aquáticos, os mergulhadores atuam em resgate de corpos, de bens, casos de naufrágio e na reflutuação de embarcações. Eles mergulham em ambientes de até 39 metros de profundidade.

Em 2019, o pelotão atendeu 106 ocorrências, sendo que 64 foram referentes a resgate de cadáveres. Além de resgate de corpos, oriundos de casos de suicídio, homicídio, naufrágios e afogamentos, os mergulhadores também trabalham em casos de resgate de objetos ou animais.

Equipamentos – Além da qualificação profissional, os bombeiros mergulhadores também utilizam diversos equipamentos para as ações. Cintos com lastros, máscaras, lanternas, faca, capuz de mergulho, botas, luvas e nadadeiras são alguns dos itens empregados nas missões.

No ano passado, o governador Wilson Lima entregou novos equipamentos ao Corpo de Bombeiros. Para o pelotão fluvial foram destinadas 100 unidades de lastros, 50 coletes salva-vidas, 40 nadadeiras, 30 válvulas de 1º e 2º estágio, 20 coletes equilibradores, 15 cilindros tipo S80, dez facas de mergulho, dez lanternas de mergulho, oito consoles triplos para mergulho compostos por manômetro, profundidade e bússola, e três compreensões de alta pressão.

O treinamento para formação de um mergulhador ocorre fora do Amazonas. Uma seleção é realizada, e os classificados são encaminhados para o treinamento de pouco mais de um mês. Segundo Liberato, o curso é rigoroso, e muitos profissionais desistem antes de concluí-lo.

“Nesses 45 dias são feitas várias provas em que, muitas vezes, o militar vai sendo eliminado. Toda semana ocorre uma prova, alguns vão adiante e outros, não. De 50 mergulhadores que entram no curso, geralmente, formam-se seis ou sete profissionais”, destacou Liberato.

Com informações da assessoria

Equipamentos do batalhão fluvial

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