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9 de agosto, 2022

Brasil é um dos países com maior incidência de gravidez na adolescência

País registrou crescimento de 10% de partos entre meninas, segundo a ONU
gravidez
(Foto: Marcello Casal/Agência Brasil)

A taxa de adolescentes grávidas (gravidez na adolescência) com menos de 17 anos no Brasil é de 57%, pouco abaixo dos países da África Subsaariana, onde a taxa é de 60%. Os dados foram divulgado pelo relatório do do Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa), da Organização das Nações Unidas (ONU).

Conforme o relatório, os países em desenvolvimento 30% das gestações ocorrem em adolescentes. No Brasil, existe um alto nível de gestações infantis e o estudo mostra, ainda que os casos devem ter crescimento ao longo dos anos.

O país registrou crescimento de 10% de partos entre meninas, segundo a Unfpa. Segundo Satvika Chalasani, representante da Unfpa, o resultado do Brasil condiz com pesquisas regionais. Segundo a entidade, a região da América Latina e do Caribe é a única do mundo onde a idade da primeira relação sexual está caindo. Ou seja, perde-se a virgindade cada vez mais cedo.

A Unfpa recomenda aos países em desenvolvimento que tracem estratégias para diminuir o número de gestações na infância e adolescência. Dentre elas, a necessidade de fornecer educação sexual abrangente, apoio social e serviços de saúde de qualidade, além de apoio econômico às famílias e envolver organizações locais.

O Fundo afirma que a redução de gestações precoces também passa pela adoção de uma “política de apoio e estrutura legal que reconheça direitos, capacidades e necessidades de adolescentes, particularmente meninas adolescentes marginalizadas.”

Um caso de gravidez na adolescência chocou o país quando uma menina de Santa Catarina que engravidou ao ser estuprada quando tinha apenas dez anos de idade foi submetida ao procedimento de aborto legal, no mês passado, no Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago, de Florianópolis.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), representantes do hospital, que é vinculado à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), comunicaram que as providências necessárias à interrupção da gestação já tinham sido adotadas.

A procuradora da República Daniele Cardoso Escobar precisou enviar à superintendente do hospital universitário, Joanita Angela Gonzaga Del Moral, uma recomendação para que o estabelecimento cumprisse o que a legislação brasileira determina e realizasse a interrupção da gravidez.

Com informações da ONU

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