Capitão Wagner diz que não é ‘afilhado’ de Bolsonaro e diz que apoio do presidente é bem-vindo

Capitão Wagner
Candidato do Pros à Prefeitura de Fortaleza diz que apoio do presidente será bem-vindo na campanha e defende anistia para policiais envolvidos no motim de fevereiro
Por Edilânea Souza
Publicado em 21/11/20 às 13h11

Além de ser a quinta maior cidade do país, o segundo turno em Fortaleza chama atenção por envolver figuras da política nacional. José Sarto (PDT) é o candidato do grupo político de Ciro Gomes (PDT) em seu reduto, e enfrenta Capitão Wagner (Pros), que ganhou projeção ao atuar no motim da polícia no estado em 2012 e recebeu endosso eleitoral do presidente Jair Bolsonaro, embora não tenha feito campanha usando o nome do presidente.

“Na verdade, eu não sou candidato do Bolsonaro. Em 2016, tirei 47% dos votos, e não tinha Bolsonaro. Fui o vereador mais votado, o deputado federal mais votado da história do Ceará. O apoio do presidente é, sim, bem-vindo, mas não posso dizer que sou afilhado político dele, como o Sarto é dos Ferreira Gomes. Quem escolheu o Sarto como candidato foi o Ciro, na última hora. A minha diferença para ele é essa: eu tenho autonomia e não tenho padrinho político”, disse o Capitão.

Em entrevista ao GLOBO, os candidatos defendem ter “autonomia” e “independência” de Ciro e de Bolsonaro, mas acusam o adversário de fazer o oposto. Capitão Wagner afirma que teve bons resultados eleitorais antes da eleição do presidente enquanto o pedetista foi escolhido pessoalmente por Ciro “em cima da hora”.

Falando sobre desigualdade social, o candidato disse que ela acontece devido à corrupção no estado. “Essa desigualdade é fruto da grande corrupção aqui na nossa cidade. Tivemos o escândalo da compra de respiradores, do hospital de campanha, apreensão da PF nesta semana de R$ 2 milhões em dinheiro vivo com um fornecedor da prefeitura. Nossa intenção é, em parceria com o setor produtivo, trabalhar para que a gente possa gerar emprego e renda. No momento inicial a gente vai ter que ter um olhar muito mais assistencial para garantir a segurança alimentar das pessoas, através de cestas básicas e alimentação de qualidade nas escola”, disse Capitão Wagner.

Questionado sobre violência, o candidato disse que a responsabilidade deve ser compartilhada com o município e o estado e defende uma guarda municipal armada para defesa própria e do cidadão.

“A responsabilidade é compartilhada e o município tem que fazer sua parte. A gente conhece várias cidades no Brasil que conseguiram vencer essa guerra contra a violência a partir de ações municipais, como São Bernardo do Campo e Diadema. Nós vamos implementar um sistema de videomonitoramento e reforçar o efetivo da guarda municipal, treinar, capacitar, dar uma farda digna, um armamento para que eles possam se defender e defender o cidadão”, finaliza.

Com informações O Globo

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