Collor pede perdão por bloqueio na caderneta de poupança

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Embora inicialmente tenha reduzido a inflação, o plano trouxe a maior recessão da história brasileira, até então, resultando no aumento do desemprego e nas quebras de empresas. Aliado ao plano, o presidente imprimia uma série de atitudes características de sua personalidade, que ficou conhecida como o "jeito Collor de governar".
Por Edilânea Souza
Publicado em 18/05/20 às 10h31

O ex-presidente Fernando Collor de Mello usou suas redes sociais para pedir perdão pelo bloqueio de ativos durante o período em que presidiu o país, entre 1990 a 1992, quando teve seu mandato cassado por meio de impeachment, o primeiro registrado no Brasil e na América Latina, na ocasião.

Para Collor, o momento era de enfrentamento a superinflação que o Brasil passava na ocasião, com 80% ao mês. “Pessoal, entendo que é chegado o momento de falar aqui, com ainda mais clareza, de um assunto delicado e importante: o bloqueio dos ativos no começo do meu governo. Quando assumi o governo, o país enfrentava imensa desorganização econômica, por causa da hiperinflação: 80% ao mês!”, tuitou.

Ainda no Twitter, Fernando Collor pediu perdão aos brasileiros e disse que acreditava que naquele momento ele só queria “acertar” na condução da Economia no País. “Acreditei que aquelas medidas radicais eram o caminho certo. Infelizmente errei. Gostaria de pedir perdão a todas aquelas pessoas que foram prejudicadas pelo bloqueio dos ativos, escreveu Collor.

Bloqueio

Nos primeiros 15 dias de mandato, Collor lançou um pacote econômico que levou o seu nome e que bloqueou o dinheiro depositado nos bancos (caderneta de poupança e contas correntes) de pessoas físicas e jurídicas (confisco). Entre as primeiras medidas para a economia, houve uma reforma administrativa que extinguiu órgãos e empresas estatais e que promoveu as primeiras privatizações, abertura do mercado brasileiro às importações, congelamento de preços e prefixação dos salários.

Embora inicialmente tenha reduzido a inflação, o plano trouxe a maior recessão da história brasileira, até então, resultando no aumento do desemprego e nas quebras de empresas. Aliado ao plano, o presidente imprimia uma série de atitudes características de sua personalidade, que ficou conhecida como o “jeito Collor de governar”.

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