Contradições em depoimentos atrapalham as buscas por Erlon Gabriel

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Erlon Gabriel desapareceu no dia 06 de fevereiro na frente da residência onde morava na comunidade União da Vitória, zona Oeste de Manaus.
Por João Paulo Castro
Publicado em 13/02/20 às 04h46

Foto: Reprodução

Hoje completa uma semana que o pequeno Erlon Gabriel Dias de Costa, de apenas 02 anos de idade, desapareceu em frente da sua residência localizada na rua 07, comunidade União da Vitória, bairro Tarumã-Açú, zona Oeste de Manaus.

O caso mobilizou a capital amazonense, a polícia e os familiares do garoto continuam trabalho de buscas, mas até o momento ele não foi encontrado.

A delegada Joyce Coelho, titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e Ao Adolescente (Depca), vem trabalhando nas buscas por Erlon.

No entanto, segundo a delegada, não há indícios que o menino foi vítima de sequestro.

“Não conseguimos identificar se realmente houve um sequestro, não há nenhum indício nessa linha de investigação. Até o momento não teve nenhum Boletim de Ocorrência (B.O) registrado e as pessoas compartilharam nas redes sociais que o menino foi sequestrado. É um crime grave”, falou Joyce.

A mãe de Erlon disse estava cozinhando quando se deparou com o menino sendo levado por homens não identificados dentro de um veículo na frente de sua residência.

Na última quarta-feira (12) um adolescente de 17 anos, apontado pela polícia como padrasto da vítima, afirmou em depoimento que saiu com a mãe de Erlon no dia do desaparecimento.

Segundo ele, a criança ficou na responsabilidade da irmã, uma menina de 12 anos, contrariando a versão dada pela mãe de Erlon.

Pressão

A garota de 12 anos prestou depoimento na polícia sobre o desaparecimento de Erlon. Segundo a delegada Joyce Coelho, a menina foi a primeira que foi procurar o menino e que está muito abalada.

“Quando percebeu que Erlon desapareceu foi a primeira pessoa a procurar o menino na rua. Ela está muito abalada não pode mais ser pressionada. Acreditamos que está se sentindo culpada porque não estava brincando com o menino naquele momento”, explicou.

Histórico policial

O jovem de 17 anos apontado como padrasto de Erlon Gabriel já tem passagens pela polícia, ele é acusado de um latrocínio que aconteceu em 2018 e participar de um assalto a motorista de aplicativo.

A delegada informou que não há uma investigação que coloque a família na condição de culpada pelo sumiço de Erlon.

“A gente que as pessoas tenham empatia, a polícia não divulgou diretamente nenhum envolvimento da família no crime até porque não tem nenhuma linha de investigação culpando os familiares”, disse.

Informações não batem

A equipe de investigação da Depca encontra dificuldades para descobrir o paradeiro de Erlon, isso porque as informações fornecidas à polícia não batem uma com a outra.

Segundo Joyce, “a rua que eles moram não tem como entrar ou sair rapidamente, os carros saem de ré”. Além disso, não há certeza no horário em que a criança sumiu

Contato

Quem souber o paradeiro da criança ligar para os números (92) 99609-1361 ou para o disque 181/191, a sua identidade será mantida em sigilo.

Por João Paulo Castro com informações de Carol Dias

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