Covid-19: Coreia do Sul reativa medidas restritivas após novos casos

Os cidadãos também são aconselhados a evitar reuniões e lugares lotados, incluindo bares e restaurantes.
Por redacao
Publicado em 28/05/20 às 10h23

A Coreia do Sul reativou hoje uma série de medidas para combater a covid-19, depois de detectar novos focos de contágio do novo coronavírus, aumentando o receio de uma nova onda epidêmica no país.

As autoridades sul-coreanas registraram hoje o maior aumento de novas infeções em quase dois meses, com um surto de casos em um armazém de uma empresa, na área metropolitana de Seul, região densamente povoada.

“Decidimos fortalecer as medidas de confinamento na região metropolitana por duas semanas, a partir de sexta-feira até 14 de junho”, disse o ministro da Saúde, Park Neug-hoo.

Museus, parques e galerias de arte terão que fechar durante esse período e as empresas são incentivadas a reintroduzir a flexibilidade no trabalho, explicou o ministro.

Os cidadãos também são aconselhados a evitar reuniões e lugares lotados, incluindo bares e restaurantes.

Os locais religiosos foram instruídos a aplicar estritamente as instruções de segurança. No entanto, o calendário em curso para a reabertura das escolas não foi alterado. A Coreia do Sul tinha começado em 6 de maio a flexibilizar as restrições.

“As próximas duas semanas serão cruciais para impedir a propagação da infecção na região metropolitana”, afirmou ainda o ministro.

“Teremos que voltar a um distanciamento social estrito se fracassarmos” e se o país registar mais de 50 novos casos diariamente por pelo menos sete dias consecutivos, avançou Park Neug-hoo.

A Coreia do Sul anunciou hoje que registou na quarta-feira 79 infecções de covid-19, o pior surto de novos casos desde 05 de abril, informaram as autoridades.

Dos 79 novos casos detectados na quarta-feira, 68 são infecções locais. A maioria (54) terá ocorrido num centro logístico nos arredores de Seul, na cidade de Bucheon, a sudoeste da capital.

O vice-ministro da Saúde, Kim Gang-lip, alertou que o Governo espera que este número ainda venha a aumentar, à medida que mais trabalhadores forem sendo testados.

As autoridades identificaram 4.159 pessoas que se pensa poderem ter sido infectadas na empresa, entre trabalhadores e pessoas que estiveram em contato com os funcionários, tendo já realizado 3.400 testes.

No total, o país asiático, um dos que melhor controlou a pandemia até agora, graças ao seu exaustivo sistema de rastreamento, muitos testes e isolamento de contatos, totaliza 11.344 infeções, das quais apenas 735 (6,5%) são casos ativos. Dos infectados, 91,1% já estão curados, enquanto 269 morreram, deixando uma taxa de mortalidade de 2,37%.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 352 mil mortos e infectou mais de 5,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios. Cerca de 2,2 milhões de doentes foram considerados curados.

Agências

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