Covid-19: Vacina de Oxford é ‘forte’ e segura, diz reitora da Unifesp

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A produção da vacina de Oxford deve começar em dezembro deste ano em parceria da Unifesp com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Por João Paulo Castro
Publicado em 04/08/20 às 01h41

Manaus – A reitora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Soraya Smailli, afirmou nesta terça-feira (4) que a imunidade da vacina de Oxford contra o novo coronavírus (Covid-19) é ‘forte’ e segura.

Durante entrevista ao canal Globonews, Soraya disse que a vacina está sendo testada na universidade e ressaltou a parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

“Temos resultados promissores com a vacina de Oxford. Temos uma candidata a vacina que provavelmente terá muita segurança, além de ser uma candidata muito forte como vacina. A Fiocruz tem o preparo para fazer, tem capacidade para isso, profissionais habilitados. E, ao fazê-lo, ao receber essa tecnologia, ela terá condições de produzir, nas suas instalações, as doses necessárias para os próximos passos”, contou.

Ela também contou que algumas pessoas “tiveram um pouco de dor no local da injeção, um pouco de dor de cabeça, de dor no corpo”, mas era uma coisa prevista.

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, informou no último sábado (1°) que a produção da vacina deve começar em dezembro.

Etapas de produção

Antes de começar os testes em voluntários, a imunização passa por diversas fases de experimentação pré-clinica (em laboratório e com cobaias). Só após ser avaliada sua segurança e eficácia é que começam os testes em humanos, a chamada fase clínica – que são três:

Fase 1: é uma avaliação preliminar da segurança do imunizante, ela é feita com um número reduzido de voluntários adultos saudáveis que são monitorados de perto. É neste momento que se entende qual é o tipo de resposta que o imunizante produz no corpo. Ela é aplicada em dezenas de participantes do experimento.

Fase 2: na segunda fase, o estudo clínico é ampliado e conta com centenas de voluntários. A vacina é administrada a pessoas com características (como idade e saúde física) semelhantes àquelas para as quais a nova vacina é destinada. Nessa fase é avaliada a segurança da vacina, imunogenicidade (ou a capacidade da proteção), a dosagem e como deve ser administrada.

Fase 3: ensaio em larga escala (com milhares de indivíduos) que precisa fornecer uma avaliação definitiva da sua eficácia e segurança em maiores populações. Além disso, feita para prever eventos adversos e garantir a durabilidade da proteção. Apenas depois desta fase é que se pode fazer um registro sanitário.

Com informações do G1
Foto: Dado Ruvic/Reuters

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