Manaus, 5 de agosto de 2020

De apoiadores a desafetos, parlamentares pedem impeachment de Bolsonaro

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Por Edilânea Souza
Publicado em 17/03/20 às 11h02

Muitos dos apoiadores do presidente Jair Messias Bolsonaro deixaram de segui-lo e hoje se tornaram seus principais desafetos em Brasília. Entre eles, o deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP), que pedirá o impeachment de Bolsonaro nesta terça-feira (17), a deputada estadual Janaína Paschoal, que anunciou nesta segunda-feira (16), ter se arrependido de ter votado no presidente, e a jornalista e deputada federal, Joyce Hasselmann, que falou das “injustiças” do presidente com Gustavo Bebbiano, que morreu de infarto fulminante no último sábado (14).

Impeachment

Alexandre Frota (PSDB-SP) pretende entregar nesta terça-feira (17), pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Na alegação do pedido, a justificativa é que o presidente cometeu crimes contra a saúde pública ao ignorar a orientação de ficar em isolamento por conta do coronavírus e cumprimentar seus apoiadores durante a manifestação pró-governo, domingo, em Brasília.

Frota afirmou ao Estado que o pedido vai citar o 268 do Código Penal, que criminaliza aquele que desobedece determinação “do poder público destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa”.

Discurso inflamado

A deputada estadual Janaína Paschoal (PSL-SP) afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deve sair do cargo após ter contrariado seu próprio ministro da Saúde e, em meio à pandemia de coronavírus, ter tocado em apoiadores durante manifestação a seu favor no domingo (15), em Brasília.

“Ele desrespeitou a ordem do ministro da Saúde. O que ele fez ontem é inadmissível, injustificável, indefensável. Não temos tempo para um processo de impeachment”, disse Janaína na tribuna da Assembleia Legislativa de São Paulo.

Magoado e injustiçado

Em uma entrevista ao UOL, a deputada federal Joice Hasselmann disse que Bebbiano foi muito injustiçado e maltratado, depois de se dedicar ao presidente. “Eu vi esse homem de quase dois metros chorar como criança por tudo o que fizeram contra ele. Eu vi ele ter o coração dilacerado por ser tão injustiçado por quem amava verdadeiramente”, disse a parlamentar e líder da bancada do PSL na câmara, sobre o processo de desgaste que levou à demissão de Bebianno, do governo de Jair Bolsonaro, no dia 18 de fevereiro de 2019.

Joice também tem travado intensas batalhas contra os “Bolsonaros” nos últimos tempos, desde quando foi retirada da liderança do governo no Congresso, ano passado. A época, Joice assinou uma lista de apoio à permanência de Delegado Waldir (GO) na liderança do PSL na Câmara, o que não agradou Bolsonaro, que articulava para que um dos seus filhos, o deputado Eduardo Bolsonaro (SP), assumisse o lugar.

Por quê?

A pergunta que fica é porque tantos aliados deixaram de apoiar o presidente Bolsonaro e viraram seus maiores e atuais desafetos nos dias atuais, a ponto de movimentarem um pedido de impeachment? Seria apenas pelo presidente Bolsonaro ter cumprimentado a população na manifestação de domingo (15), correndo o risco de ser infectado ou infectar outras pessoas, uma vez que ele estava fazendo testes para constatar o coronavírus, ou há algum motivo excluso que ainda não foi exposto ao povo brasileiro?

Leia mais: Pedido de impeachment de Frota contra Bolsonaro deve ser entregue nessa terça-feira

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