‘Elu’: narradora usa linguagem ‘não binária’ em partida feminina de futebol nos Jogos Olímpicos

Entenda a polêmica gerada por uma narradora brasileira durante transmissão de jogo entre Japão e Canadá
'Elu': narradora usa linguagem 'não binária' em partida feminina de futebol nos Jogos Olímpicos
'Elu': narradora usa linguagem 'não binária' em partida feminina de futebol nos Jogos Olímpicos

A apresentadora e narradora Natália Lara, do SporTV, adotou a linguagem neutra e usou “elu” ao fazer referência à jogadora canadense de futebol Quinn. A atleta, que é mulher biológica, recentemente passou a se declarar transgênero “não-binária”, isto é, nem homem nem mulher. O fato ocorreu na transmissão da partida entre as seleções femininas de Japão e Canadá na manhã desta quarta-feira (21) pelas Olimpíadas de Tóquio.

Na segunda etapa da partida, quando Quinn foi substituída pela jogadora Deanne Rose, a narradora citou a condição da canadense e recorreu à identificação “neutra” da atleta. “Agora vou usar um pronome ‘de’ Quinn para a entrada ‘da’ Rose. Quinn, que é pessoa trans não binária, por isso a gente fala com pronome neutro. Saindo Quinn para a entrada da Rose”, disse Natália. “Elu está saindo, e elu jogou muito bem no meio-campo”, complementou o comentarista Conrado Santana. “Elu está saindo, e entrando ela”, prosseguiu a narradora.

Essa é a primeira edição dos Jogos Olímpicos em que há a presença de atletas transexuais. A medida tem gerado polêmica diante de vantagens por parte de homens biológicos que disputarão em competições femininas. No caso de Quinn, apesar de a atleta não se identificar mais como mulher, ela preferiu permanecer competindo na modalidade feminina.

Com informações via Gazeta do Povo

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