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9 de agosto, 2022

Em depoimento ao júri, Gustavo Sotero pede perdão às vítimas e diz que é inocente

Foto: Raphael Alves/TJAM

O delegado Gustavo Sotero prestou depoimento nesta sexta-feira (29) no Fórum Henoch Reis, localizado na avenida Paraíba, bairro São Francisco, zona Sul de Manaus, suspeito de matar o advogado Wilson Justo Filho, assassinado em dezembro de 2017 na casa noturna Porão do Alemão.

Durante a audiência, Gustavo Sotero se emocionou e diz estar sofrendo devido a morte do advogado.

“Estou triste e arrependido pelo o que aconteceu naquela noite, tudo aquilo foi uma grande tragédia, eu estou sofrendo muito. Minha família também está e sei que a família da Fabíola e do Wilson também estão”, disse Sotero.

Gustavo Sotero contou ao júri que vem passando por um estresse traumático e que vive na base de medicamentos.

Arrependimento

Aos prantos, Sotero pediu perdão das vítimas e também declarou estar triste e arrependido pelo ocorrido na casa noturna.

Gustavo Sotero (a esquerda) e Wilson Justo Filho (a direita). Foto: Reprodução

“Estou muito arrependido e triste, e aquilo que aconteceu não quero que aconteça com mais ninguém. Que vocês julguem por justiça e não por ser algo midiático”, desabafou o delegado.

O julgamento

Além da morte de Wilson Justo, Gustavo Sotero também é julgado por tentativa de homicídio contra Fabíola Rodrigues Pinto, esposa de Wilson, Maurício Carvalho Rocha e Yuri José Paiva Dácio de Souza.

O juiz Celso Souza de Paula, titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri, é o responsável por conduzir a audiência. Além dele, o julgamento conta com a participação do promotor de Justiça George Pestana.

Foto: Raphael Alves/TJAM

Relembre o caso

Gustavo Sotero efetuou tiros a queima roupa contra o advogado Wilson Justo Filho na casa noturna Porão do Alemão, na zona Oeste de Manaus, em dezembro de 2017.

Na época, Gustavo era delegado plantonista do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e Wilson era presidente do Partido da República (PR) no município de Novo Airão, distante a 115 quilômetros da capital amazonense.

De acordo com testemunhas, Gustavo estaria assediando Fabíola Rodrigues Pinto de Souza, 31, esposa de Wilson. Os dois tiveram um desentendimento e o delegado efetuou disparos à queima-roupa contra o advogado.

Sotero acertou o peito de Wilson e Fabíola foi baleada na perna.

Policiais militares que passavam nas imediações efetuaram a prisão de Gustavo. O delegado estava na posse de uma pistola Taurus .40.

A Polícia Civil do Estado do Amazonas (PC-AM) informou que Gustavo Sotero já foi protagonista de uma briga de trânsito em fevereiro de 2014. De acordo com o delegado do 19º DIP na época, Gustavo tentou intimidá-lo com um revólver.

Da Redação com informações da Assessoria

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