Golpe de clonagem de WhatsApp atingiu 377 mil brasileiros até agosto no Brasil

O uso do celular para fins pessoais e profissionais facilita o acesso de cibercriminosos a informações confidenciais das vítimas
Por André Meirelles
Publicado em 27/09/20 às 06h08

Em um levantamento feito pelo laboratório especializado em segurança digital da PSafe, mostra que o crime de clonagem de WhatsApp ainda segue muito praticado e várias pessoas, mesmo avisadas, ainda caem nesse tipo de golpe.

O Levantamento da empresa mostra que, somente em agosto deste ano, 377 mil pessoas teriam sido vítimas desse tipo de golpe no Brasil. Na prática, isso significa que mais de 12 mil pessoas foram atacadas por dia.

O estado mais populoso do país, São Paulo, foi o epicentro dos ataques, com 68,5 mil casos, seguido pelo Rio de Janeiro, com 41,4 mil ataques e, em terceiro lugar, vem Minas Gerais com 28,2 mil ocorrências.

Segundo um técnico do laboratório, o golpe é feito através de uma técnica de convencimento em que os golpistas conseguem persuadir à vítima a entregar seu código PIN, tendo assim, acesso total à conta de WhatsApp da pessoa atacada. Ao sequestrar uma conta de WhatsApp, os cibercriminosos utilizam desse acesso para se passar pela vítima e fazer pedidos a seus contatos.

“Os golpistas sempre se aproveitam de temas em alta na mídia, como o próprio coronavírus, para criar estratégias e enganar as vítimas. Já identificamos golpes em que pessoas mal-intencionadas tentam se passar por pesquisadores do TeleSUS e até do Instituto DataFolha, alegando que estão fazendo pesquisas sobre o COVID-19, e solicitando um suposto código de confirmação enviado para o celular do respondente para validar a pesquisa. O código, na verdade, trata-se do PIN do WhatsApp, um código de segurança único que não deveria ser informado a terceiros, e é de posse desse código que os cibercriminosos conseguem acessar e sequestrar a conta de WhatsApp das vítimas. O mais comum é que os golpistas solicitem empréstimos e o pagamento de contas, mais uma vez utilizando da engenharia social para convencer estes contatos”, comentou o técnico.

Segundo os desenvolvedores do aplicativo WhatsApp, a empresa oferece uma ativação da autenticação em dois fatores para aumentar a segurança e nunca compartilhar o código PIN do mensageiro com ninguém.

Com informações do Tudo Celular

Foto: Divulgação

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