Governo Federal diz que acordos por vacinas da Pfizer causariam ‘frustração’ aos brasileiros

O Governo Federal confirma ter recebido a carta e ter feito reuniões com a empresa, mas diz que "cláusulas leoninas e abusivas"
Por João Paulo Castro
Publicado em 24/01/21 às 08h36
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Manaus – O Governo Federal divulgou uma nota no último sábado (23) onde reconheceu que negou a oferta para adquirir as vacinas da Pfizer. Entretanto, segundo o Ministério da Saúde, um acordo com a empresa “causaria frustração em todos os brasileiros”.

O motivo seria o fato de que empresa, que desenvolveu uma vacina em conjunto com a BioNTech, previa entrega de 2 milhões de doses no primeiro trimestre, “número considerado insuficiente pelo Brasil”.

O total, porém, é o exatamente o mesmo que foi importado da vacina de Oxford pela Fiocruz na sexta-feira (22), em meio a celebrações do Ministério da Saúde.

Para o Governo Federal, porém, as doses da Pfizer “seriam mais uma conquista de marketing, branding e growth para a produtora de vacina, como já vem acontecendo em outros países”.

“Já para o Brasil, causaria frustração em todos os brasileiros, pois teríamos, com poucas doses, que escolher, num país continental com mais de 212 milhões de habitantes, quem seriam os eleitos a receberem a vacina”, informa a nota, divulgada tanto pelo ministério quanto pelo Palácio do Planalto.

Em nota, o Governo Federal confirma ter recebido a carta e ter feito reuniões com a empresa, mas diz que “cláusulas leoninas e abusivas que foram estabelecidas pelo laboratório criam uma barreira de negociação e compra”.

Em meio às críticas, a nota diz ainda que “em nenhum momento fechou as portas para a Pfizer”, mas que aguarda “posicionamento diferente do laboratório”.

“Além disso, a Pfizer ainda não apresentou sequer a minuta do seu contrato –conforme solicitado em oportunidades anteriores e, em particular na reunião ocorrida na manhã de 19 de janeiro– e tampouco tem uma data de previsão de protocolo da solicitação de autorização para uso emergencial ou mesmo o registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária”.

Com informações da Folha de São Paulo
Foto: Justin Tallis/AP

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