Manaus, 14 de julho de 2020

Maia acredita que há consenso para prorrogar auxílio emergencial, mas teme possível redução

Maia afirmou que há um embate explícito dentro do governo, e do próprio Parlamento, entre priorizar investimentos públicos e privados. Para ele, os que defendem uma intervenção maior de recursos públicos é maioria dentro do governo.
Por Edilânea Souza
Publicado em 28/05/20 às 03h41

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), acredita que há consenso para prorrogar o auxílio emergencial de R$ 600, mas afirmou que teme uma possível redução no valor do benefício. O valor é pago pelo governo federal a trabalhadores informais por conta da pandemia do novo coronavírus.

“Tenho medo de redução do custo do auxílio emergencial, o que isso impacta na reação das pessoas. Não é uma decisão simples. Prorrogar acho que é consenso, o que vai se debater é o valor. Acho que a redução do valor, ou a não prorrogação, pode gerar consequências na base da sociedade”, disse ele.

Maia afirmou que há um embate explícito dentro do governo, e do próprio Parlamento, entre priorizar investimentos públicos e privados. Para ele, os que defendem uma intervenção maior de recursos públicos é maioria dentro do governo.

“Isso é uma informação importante, pois terá consequências nas ações de ministros e do próprio governo depois de tomada a decisão sobre como atuar nesse período da pandemia”, disse.

Ele afirmou que há uma pressão para englobar investimentos que vão entrar em 2021 e 2022 nas regras aprovadas pela Proposta de Emenda Constitucional apelidada de Orçamento de guerra. Contudo, afirmou que o Tribunal de Contas da União (TCU) já alertou ministros que o texto não permite gastos ou investimentos que transbordem o ano de 2020.

Jovem Pan

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