Manaus deve priorizar oxigênio líquido e deixar gasoso para o interior, diz Ricardo Nicolau

Deputado defende medida para tornar mais eficiente a distribuição do insumo hospitalar em todo o Amazonas
Por Karol Maia
Publicado em 20/01/21 às 17h27
Vereador sugere instalação de usinas de oxigênio em Manaus
Vereador sugere instalação de usinas de oxigênio em Manaus

O deputado estadual Ricardo Nicolau (PSD) defendeu que os hospitais públicos de Manaus sejam abastecidos preferencialmente com oxigênio em estado líquido, por ser mais viável de transportar em grandes quantidades por via terrestre. A ideia é que as cargas de cilindros de oxigênio na forma de gás sejam priorizadas para os municípios do interior, com envios aéreos diários para assegurar o fornecimento do insumo.

Para o parlamentar, a adoção da medida pode tornar mais eficiente a logística de distribuição do oxigênio medicinal, ajudando a controlar a crise de abastecimento em toda a rede estadual de saúde. A sugestão foi encaminhada ao governo estadual durante a reunião extraordinária da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) desta semana.

“O oxigênio líquido vem nos caminhões que abastecem diretamente os tanques dos hospitais. As balas (cilindros) de maior tamanho têm, no máximo, dez metros cúbicos de oxigênio gasoso e um consumo muito rápido, enquanto o oxigênio líquido tem capacidade muito maior de armazenamento no mesmo espaço em relação ao gás. Então, é preciso que os hospitais de Manaus sejam abastecidos com oxigênio líquido e as balas fiquem à disposição dos municípios, com aviões 24 horas indo e voltando para não deixar faltar oxigênio”, explicou Ricardo Nicolau.

Com o segundo pico de contágio da Covid-19 no Amazonas, a demanda diária pelo produto saltou para cerca de 70 mil metros cúbicos, segundo informações oficiais.

Usinas – Sobre as usinas geradoras de oxigênio, o deputado afirmou que essas estruturas são mais apropriadas para atender unidades de saúde de menor porte, como as existentes no interior do Estado. “Dificilmente, se consegue montar uma usina para suprir a necessidade do hospital 28 de Agosto, por exemplo”, argumentou Ricardo Nicolau, que também é gestor hospitalar na rede privada de saúde.

“Na minha avaliação, as usinas têm que ser instaladas nos hospitais do interior, porque o que uma usina de porte médio produz chega a pouco mais de 20 metros cúbicos de oxigênio. Isso representa menos de três balas, do maior tamanho, por hora”, calculou o parlamentar. “As usinas são importantes? São. Mas devem ficar concentradas nos municípios porque a logística do oxigênio é difícil.”

*Fonte: ALEAM

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