Mario Frias diz que auxílio emergencial de R$ 600 é “esmola”

A deputada Jandria Feghali (PCdoB-RJ) rebateu a declaração de Mario Frias.
Por João Paulo Castro
Publicado em 29/06/20 às 09h19
mario frias esmola 1

Foto: Reprodução

O secretário especial de Cultura, Mario Frias, criticou a Lei Aldir Blanc que concede auxílio emergencial de R$ 600 aos trabalhadores do setor cultural. Em uma entrevista no YouTube ao canal do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), Frias chamou o benefício de “esmola”.

“Artista não quer esmola. A maioria que eu vejo diz: ‘Me deixa trabalhar’. Não quero auxílio”, disse Frias. Para ele, “a responsabilidade de sustentar a classe artística está na mão dos governadores”.

Relatora do texto que propôs o auxílio, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) rebateu às críticas do secretário especial de Cultura. “Só os que não enxergam a real dificuldade do povo podem achar que não tem significado”, disse ela para a coluna de Chico Alves, do Uol.

Segundo Jandira, há artistas e técnicos que estão vendendo instrumentos para comprar alimentos. “Se o secretário de Cultura acha que é esmola, o que dirá dos R$ 300,00 que o governo dele quer dar ao povo brasileiro?”, questionou em entrevista ao Uol.

A deputada ressaltou ainda que a Lei Aldir Blanc não prevê apenas um auxílio individual. “Também socorre com R$ 3 bilhões os espaços comunitários, coloca recursos para fomento de atividades artístico-culturais e fortalece a diversidade cultural.”

O prazo para sanção presidencial do texto termina nesta segunda-feira (29). Apesar das declarações de Mario Frias, Jandira acredita que o presidente Jair Bolsonaro vai sancionar a lei.

Por Istoé

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