Manaus, 8 de julho de 2020

Matéria do Jornal Nacional coloca secretário de Segurança como suspeito de participação em grupo de extermínio

O Jornal Nacional, da rede Globo, exibiu matéria nesta noite de terça-feira (16), onde o atual secretário de Segurança, Louismar Bonates, aparece em grampos telefônicos conversando com um amigo sobre maus tratos cometidos contra um criminoso preso. A gravação é apontada como parte de um inquérito que investiga a morte de ex-policial civil Cleidevar Lima.…
Por redacao
Publicado em 16/07/19 às 10h53

O Jornal Nacional, da rede Globo, exibiu matéria nesta noite de terça-feira (16), onde o atual secretário de Segurança, Louismar Bonates, aparece em grampos telefônicos conversando com um amigo sobre maus tratos cometidos contra um criminoso preso. A gravação é apontada como parte de um inquérito que investiga a morte de ex-policial civil Cleidevar Lima. O corpo dele foi encontrado a poucos metros do sítio do então Tenente-Coronel. Ele não foi acusado pelo MP-AM, por falta de provas.

A investigação e a gravação aconteceram em 2005 e foram realizadas pela Polícia Federal. Na época, 23 pessoas foram presas por suspeita de participação no grupo, incluindo o então secretário de inteligência da PM, Coronel Felipe Arce Rio Branco.

Bonates foi investigado pela Polícia Federal também durante a operação La Muralla, em 2015, por conta de um acordo que supostamente teria feito com o líder de uma facção criminosa com o intuito de reduzir o número de assassinatos no sistema prisional. Nesse período ele Secretário de Administração Penitenciária.

À Globo, Louismar Bonates afirmou que repudia tentativa d associar seu nome a qualquer ação ilícita. Também se declarou inocente e afirmou que ambas as operações mencionadas ocorreram a mais de uma década e que não responde a processo na justiça por falta de provas. O Ministério Publico do Amazonas afirmou que a aguarda a chegada do inquérito para tomar as providências cabíveis e que não há evidências de participação do secretário na morte do policial civil Cleidevar Lima. A defesa do coronel Felipe Arce não foi encontrada.

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