Morre Olivia de Havilland, estrela de ‘… E o Vento Levou’, aos 104 anos

A atriz Olivia de Havilland, estrela de “… E o Vento Levou” e uma das últimas sobreviventes da era de ouro de Hollywood, morreu na noite de ontem aos 104 anos. A notícia foi confirmada pela Entertainment Weekly, que citou que a atriz morreu de causas naturais enquanto dormia. De Havilland venceu dois Oscar em […]
Por Isac Sharlon
Publicado em 26/07/20 às 03h18

A atriz Olivia de Havilland, estrela de “… E o Vento Levou” e uma das últimas sobreviventes da era de ouro de Hollywood, morreu na noite de ontem aos 104 anos. A notícia foi confirmada pela Entertainment Weekly, que citou que a atriz morreu de causas naturais enquanto dormia.

De Havilland venceu dois Oscar em sua carreira, por “Só Resta Uma Lágrima” (1946) e “Tarde Demais” (1949). Foi indicada outras três vezes, por “… E o Vento Levou” (1939), “A Porta de Ouro” (1941) e “Na Cova da Serpente” (1948)”.

No clássico de 1939, interpretou Melanie, alvo de inveja da protagonista Scarlett O’Hara (Vivien Leigh), que cobiça o seu marido, Ashley (Leslie Howard). No decorrer da história, as rivais percebem que são mais fortes juntas, e se tornam hesitantes aliadas.

Processo histórico

Além das aparições marcantes no cinema, Olivia de Havilland ficou conhecida por derrubar o “studio system”, esquema através do qual os grandes estúdios de Hollywood controlavam totalmente as carreiras dos atores, ditando quais papéis eles deveriam interpretar.

Em 1943, insatisfeita com os filmes que a Warner Bros. lhe enviava, a atriz processou o estúdio e venceu, livrando-se do seu contrato e estabelecendo precedente para a ratificação de uma lei trabalhista que impede relações similares entre empregados e empregadores, conhecida até hoje como “Lei De Havilland”.

Da aventura ao suspense.

Embora tenha ficado mais conhecida por papéis dramáticos onde entregou grandes interpretações, Olivia de Havilland começou em Hollywood como a parceira de aventuras de Errol Flynn em filmes como “O Capitão Blood” (1935), “A Carga de Cavalaria Ligeira” (1936) e “As Aventuras de Robin Hood” (1938). Foi depois de “… E o Vento Levou” (e da quebra de contrato com a Warner) que ela mostrou sua versatilidade — além do drama, a atriz se destacou em suspenses como “Espelho D’Alma” (1946), “A Dama Enjaulada” (1964) e “Com a Maldade na Alma” (1964).

Rivalidade em família

Embora De Havilland sempre tenha sido discreta na vida pessoal (ela foi casada duas vezes, com homens de fora do showbusiness, e teve dois filhos), um aspecto da sua família não passou despercebido dos tabloides: a rivalidade com a irmã, a também atriz Joan Fontaine. Nos bastidores, comentou-se que as duas brigaram quando Fontaine fez comentários ofensivos sobre o primeiro marido da irmã, Marcus Goodrich. No ano seguinte, quando venceu o seu primeiro Oscar (Fontaine ganhou anos antes, por “Suspeita”), De Havilland teria rejeitado as tentativas da irmã de parabenizá-la na cerimônia.

Aposentadoria

O último ato da carreira da atriz foi na TV, vencendo um Emmy e um Globo de Ouro pela minissérie “Anastácia: O Mistério de Ana” (1986). Seguiu atuando até 1988, se afastando então dos holofotes para viver em Paris, na França.

No país europeu, era uma figura adorada, sendo premiada com a Legião de Honra em 2010. “Você honra a França por nos escolher como sua morada”, disse o presidente Nicolas Sarkozy na cerimônia.

Com informações do site UOL.

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