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11 de agosto, 2022

MPF pede na Justiça que União retome proteção contra garimpo em terra Yanomami

Relatório revela que garipeiros exigem sexo com meninas e mulheres indígenas em troca de comida
(Foto: Dario Kopenawa/Instagram)

Brasília (DF) – Após a divulgação do relatório da Hutukara Associação Yanomami (HAY), que dencuncia ação de garipeiros, o Ministério Público Federal (MPF) apresentou à Justiça Federal novo pedido para obrigar a União a retomar ações de proteção e operações policiais contra o garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami.

O relatório revela que garipeiros exigem sexo com meninas e mulheres indígenas em troca de comida. Segundo o documento publicado no site do Conselho Indigenista Misssionário (CIMI), os garipeiros embriagam as mulheres para cometer o abuso.

A Terra Indígena Yanomami é a maior reserva do país, com mais 10 milhões de hectares distribuídos no Amazonas e Roraima, onde fica a maior parte. São mais de 28,1 mil indígenas que vivem na região, incluindo os isolados, em 371 aldeias. Além da destruição ambiental, a presença do garimpo também provoca a disseminação de doenças e desnutrição.

Os pedidos do MPF foram protocolados em 31 de março, depois de uma visita do órgão à região conhecida como Serra das Surucucus, em Roraima. Na ocasião, foi verificado que o garimpo está cada vez mais próximo das comunidades e ocupou toda a região, utilizando as pistas de pouso da saúde indígena como apoio logístico de dezenas de aeronaves e helicópteros.

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