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11 de agosto, 2022

“Não é nada”, diz Bolsonaro sobre compra de Viagra pelo Exército

O presidente Jair Bolsonaro (PL) rebateu críticas relacionadas à compra de Viagra pelas Forças Armadas do Brasil. Na manhã desta 4ª feira (13.abr), disse que o medicamento foi adquirido para combater hipertensão arterial e tentou minimizar a situação: “com todo respeito, não é nada”. 

As Forças Armadas passaram a última 2ª feira (11.abr) tentando explicar a autorização para a compra de 35 mil unidades de um medicamento com o mesmo princípio ativo do Viagra, indicado para homens com dificuldade de ereção. A marinha argumenta que o remédio tem sido usado no tratamento de pacientes com hipertensão arterial pulmonar.

As informações foram obtidas pelo deputado federal Elias Vaz que, em parceria com o colega de Câmara Marcelo Freixo, vai acionar o Ministério Público Federal (MPF). Os parlamentares suspeitam de superfaturamento na compra.

“As forças armadas compram Viagra para combater a hipertensão arterial e doenças reumatológicas, foram trinta e poucos mil comprimidos para o Exército, 10 mil para a Marinha e eu não peguei da Aeronáutica, mas deve perfazer o valor de 50 mil comprimidos. Com todo respeito, não é nada. A quantidade para o efetivo das três Forças, obviamente, muito mais usado pelos inativos e pensionistas”, declarou Bolsonaro.

O chefe do Executivo fez críticas à imprensa e disse que o Exército está “apanhando” por causa da compra. “A gente apanha todo dia. [A imprensa] não procura saber porque comprou os seus 50 mil comprimidos de Viagra, mas faz parte. Como no ano passado apanhamos muito também, eu apanhei, por ter gasto alguns milhões com leite condensado”, afirmou. 

Documentos também mostram que o exército brasileiro gastou R$ 3,5 milhões na aquisição de 60 próteses penianas. O Ministério da Defesa também autorizou as Forças Armadas a comprarem o Viagra e remédios para calvície. 

Com informações de SBT News

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