No 3º caso em um dia, arara morre após ser cortada por linha com cerol

Um beija-flor também morreu ao ser atingido no Residencial Aquarius e um papagaio ficou ferido no Nova Lima
Por Alan Lima
Publicado em 01/08/20 às 09h23

A irresponsabilidade do campo-grandense que desrespeita o isolamento para soltar pipas, não só continua sendo um dos fatores que contribuem para o contágio acelerado do novo coronavírus, como também segue trazendo prejuízos para fauna da Capital. Somente neste sábado (25) três aves foram atingidas por linhas de cerol, duas morreram. Uma delas era uma arara-canindé que não resistiu ao ter a asa dilacerada na Rua da Ilha, no Bairro Coophavila 2.

O estudante Fernando Nunes, de 31 anos, conta que estava nos fundos de casa quando ouviu um “estrondo” da queda do animal sobre o teto da residência.

“Quando eu olhei já vi ela caída e se debatendo. Imediatamente eu peguei uma escada, subi e enrolei ela em uma tapete para não correr o risco dela me bicar. Na mesma hora também vi a pipa caindo com a linha”, explica o rapaz.

Desesperado, Fernando conta que chegou a ligar para o Corpo de Bombeiros para conseguir o contato da Polícia Militar Ambiental. “Mas ela não resistiu”, lamenta o rapaz que não escondeu a sua tristeza, mas também a sua revolta pelo ocorrido.

“Eu acho que devia existir uma lei para proibir as pessoas de soltarem pipas. Ainda mais por conta do momento em que estamos vivendo. É muito triste ver um animal pagando pela estupidez humana”, desabafa.

O estudante também relata que outra arara, possivelmente a parceira da ave, ficou rondando a residência depois da queda. As araras são monogâmicas, ou seja, passam a vida toda com um único parceiro, conforme explica o sargento da PMA (Polícia Militar Ambiental) José Luiz Leite.

Em casos como o desta tarde há o risco do outro animal ficar doente pela perda. Não muito longe do local no Residencial Aquários até um beija-flor foi atingido pela linha de cerol e morreu. No Bairro Nova Lima um periquito também foi atingido e encaminhado com ferimentos para o Cras (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres) de Campo Grande.

Diante do aumento de casos de animais se enroscando em linhas de cerol ou chilena, ambas cortantes e ilegais em Campo Grande, a Polícia Militar apela para que os moradores não usem esse tipo de linha. –

Por: Campo Grande News

MATÉRIAS RELACIONADAS

Copy link