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7 de agosto, 2022

No Brasil, 69% das pessoas com HIV não transmitem mais o vírus

As informações estão no relatório 'Em Perigo', produzido pelo Unaids e divulgado nesta quarta-feira (26)
Foto: Arquivo/FMT-HVD

Brasil – Em 2021, 960 mil pessoas viviam com HIV no Brasil, conforme os dados do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids). Destas, 88% sabiam do diagnóstico positivo para o vírus, 73% estavam em tratamento e 69% alcançaram a supressão, o que significa que estão com carga viral indetectável e não transmitem mais o vírus. O número representa 95% dos pacientes em tratamento.

As informações estão no relatório ‘Em Perigo’, produzido pelo Unaids e divulgado nesta quarta-feira (26). Apesar da campanha brasileira de combate ao HIV ser considerada exemplar, muitos infectados com o vírus ainda não têm acesso ao tratamento.

De acordo com a diretora e representante do Unaids no Brasil, Claudia Velasquez, a discriminação e a desigualdade social dificultam que este público chegue aos serviços de saúde. “Além de afetar o bem estar e a vida de milhões de pessoas, a continuidade dessas barreiras de desigualdade pode impedir que a meta de acabar com a pandemia de Aids como ameaça à saúde pública até 2030 seja alcançada”.

Em dados mais gerais, no ano passado, 75% dos infectados com o vírus no mundo não o transmitiam mais o HIV, graças à adesão e continuidade da terapia antirretroviral. São 76% dos diagnosticados adultos e 52% das crianças que vivem com HIV, até os 14 anos. Entre as mulheres acima de 15 anos, 80% têm acesso ao tratamento. Já entre os homens, o percentual diminui: são 70%.

Nos anos de 2020 e 2021, o mundo teve menor declínio anual de novas infecções desde 2016, segundo a organização. África Ocidental, África Central e Caribe conseguiram reduzir os casos, enquanto a maior parte do mundo enfrentou aumentos no período (Europa Oriental, Ásia Central, Oriente Médio, Norte da África e América Latina).

“As grandes desigualdades dentro dos países e entre eles estão paralisando o progresso na resposta ao HIV, o que acaba alimentando um círculo vicioso, gerador de mais desigualdade”, destaca o Unaids. O Unaids estima que, em 2021, 1,7 milhão de crianças com menos de 15 anos viviam com HIV em todo o mundo. Cerca de 160 mil novas infecções, dentro da faixa etária, foram detectadas no decorrer do ano passado. A estimativa do relatório é que 98 mil pequenos tenham morrido pela doença no mesmo período.

Com informações do Metrópoles

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