quarta-feira, 17 de agosto de 2022

Opositor que matou tesoureiro do PT está internado e preso em hospital

Inicialmente, a Polícia Civil do Paraná havia informado que Jorge José tinha morrido em troca de tiros com a vítima
Jorge José da Rocha Guaranho, da Polícia Penal Federal (PPH). Foto: Reprodução

Paraná (PR) – O policial penal e bolsonarista Jorge José da Rocha Guaranho, que executou a tiros o tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) Marcelo Arruda, está internado em estado estável em um hospital de Foz do Iguaçu (PR).

Inicialmente, a Polícia Civil do Paraná havia informado que Jorge José tinha morrido em troca de tiros com a vítima, mas foi desmentida em coletiva de imprensa ainda na tarde de domingo (10).

De acordo com a delegada Lane Cardoso, que está à frente do caso, a esposa do agente penitenciário relatou que o marido está em estado estável.

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Durante a coletiva, a delegada informou que Jorge José está sob custódia da polícia, mesmo internado.

“Inclusive, ele foi autuado em flagrante. O delegado que estava de plantão ontem autuou o indivíduo em flagrante delito. Ele está custodiado pela Polícia Militar enquanto recebe auxílio médico”, disse.

Cardoso também não descartou a possibilidade de conflito político e que Guaranho seria diretor do estabelecimento onde Marcelo Arruda foi morto, no momento que comemorava o aniversário.

“Não há histórico de conflito anterior. A informação que a esposa do agente penal deu é que ele era diretor também do local em que estava ocorrendo a festa. Por isso a gente deduz que talvez eles se conhecessem, mas tudo é muito recente ainda e a gente tem que apurar”, afirmou a delegada.

O crime

Marcelo Arruda foi morto após levar três tiros disparados pelo bolsonarista Jorge José da Rocha Guaranho, da Polícia Penal Federal (PPH), durante a comemoração de 50 anos de idade com temática do PT e do ex-presidente Lula.

Na primeira abordagem Jorge José da Rocha Guaranho, que estava com a esposa e filha, parou o carro do lado de fora da Aresfi, onde acontecia a comemoração, aos gritos de “é Bolsonaro, seus filhos da puta”.

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A festa prosseguiu por mais 20 minutos até que o bolsonarista voltou e invadiu o local e após discussão efetuou disparos contra o tesoureiro do PT, que também revidou aos ataques.

O servidor chegou a ser levado ao Hospital Municipal, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Ele deixa esposa e quatro filhos.

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