terça-feira, 16 de agosto de 2022

Para evitar lockdown, Pequim planeja testar 20 milhões de moradores até sábado (30)

Após mais de 1.000 casos relatados em Xangai, moradores de Pequim foram aos supermercados para estocar alimentos e suprimentos
Moradores fazem fila para realizar teste de Covid-19 em Pequim, na China Tingshu Wang/Reuters

Moradores de Pequim juntaram-se a filas crescentes de pessoas esperando para serem testadas para Covid-19 nesta terça-feira (26), depois que a capital chinesa ampliou os planos de testagem em massa para 20 milhões e aumentou preocupações sobre um possível lockdown.

Em meio a comparações com Xangai, onde mais de 1.000 casos foram relatados em março antes que medidas mais restritas fossem impostas a 26 milhões de pessoas, muitos em Pequim foram aos supermercados para estocar alimentos e suprimentos.

Na terça, as autoridades começaram a fechar algumas academias, teatros e locais turísticos, um dia depois de Pequim começar a testar os moradores de seu distrito mais populoso, Chaoyang.

A capital chinesa registrou 33 novos casos transmitidos localmente em 25 de abril, informou a autoridade de saúde da cidade, dos quais 32 eram sintomáticos.

A decisão de Pequim de testar a maior parte de sua população total de 22 milhões dias após detectar um pequeno número de infecções contrasta com Xangai, que esperou cerca de um mês após o início do surto antes de passar para a testagem em massa em toda a cidade no início de abril.

Três rodadas de testes de PCR serão realizadas até sábado (30) em distritos como Haidian, onde Liu Wentao, um cozinheiro que disse à Reuters que estava preocupado com a rapidez com que o vírus estava se espalhando, embora confiante de que Pequim poderia evitar o lockdown como Xangai.

“Pequim é a capital, os controles de vírus são mais fortes do que em outros lugares, não acho que será como Xangai, onde de repente aumenta para milhares de casos”, disse Liu.

Embora o mais recente surto de Covid de Pequim seja modesto para os padrões globais, um lockdown no estilo de Xangai da capital chinesa prejudicaria ainda mais as perspectivas econômicas do país.

A economia de Xangai desacelerou no primeiro trimestre, prejudicada por raros declínios na produção industrial e no consumo local. Somente em março, as vendas no varejo caíram 18,9%.

Os mercados asiáticos sofreram seu pior dia em mais de um mês na segunda por temores de que Pequim estivesse prestes a adotar medidas restritas. As ações chinesas caíram para uma mínima de dois anos.

*Com informações de CNN

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