Parler: CEO da empresa diz que rede social irá voltar após ser banida por Amazon, Apple e Google

Parler: CEO da empresa diz que rede social irá voltar após ser banida por Amazon, Apple e Google
Google, Apple e Amazon alegam que a Parler não tomou medidas adequadas para evitar a disseminação de postagens de apoiadores de Trump
Por Henrique De Mesquita
Publicado em 11/01/21 às 09h52

A rede social Parler foi desativada nesta segunda-feira (11) após a Apple e a Amazon suspenderem, no sábado (9), o aplicativo de suas lojas virtuais e de seus serviços de hospedagem. Na sexta (8), o Google já havia tomado decisão semelhante. Mas, apesar das ações movidas pelas grandes empresas contra a rede social, o CEO da plataforma disse que a rede social pretende voltar.

O site de rastreamento de internet Down For Everyone Or Just Me mostrou a rede Parler desativada pouco depois da meia-noite, o que sugere que seus donos não conseguiram nenhum outro provedor de serviço, destacou a agência de notícias France Presse (AFP).

O Down For Everyone Or Just Me exibe a seguinte a mensagem sobre a Parler:

“Não é só você! parler.com está fora do ar.”

Em uma série de “posts”, o fundador da rede social, John Matze, confirmou no sábado que seu aplicativo não estaria disponível a partir do dia seguinte, e acusou os gigantes da tecnologia de estarem em uma “guerra contra a liberdade de expressão”. Procurada pela imprensa, a Parler não quis comentar o assunto.

Motivos para a censura e banimento

Google, Apple e Amazon alegam que a rede social não tomou medidas adequadas para evitar a disseminação de postagens de apoiadores do presidente dos EUA, Donald Trump, incitando a violência, depois da invasão ao Congresso dos Estados Unidos que deixou 5 mortos.

“Suspendemos a Parler na App Store até que eles resolvam esses problemas”, disse a Apple em um comunicado. A Apple havia dado 24 horas para que a rede social apresentasse um plano de moderação detalhado.

A Amazon, por sua vez, suspendeu a rede de sua unidade Amazon Web Services (AWS), por violar os termos de serviço da AWS ao falhar em lidar, de forma eficaz, com um aumento constante de conteúdo violento no serviço de rede social, informou o BuzzFeed News.

Já o Google disse que o aplicativo precisa demonstrar moderação de conteúdo “robusta” se quiser voltar à loja.

CEO do Parler promete voltar após banimento

A decisão inviabiliza o acesso à rede social mesmo que seja realizado através de navegadores pelo celular, computador ou tablet. Mas o CEO do Parler, John Matze, prometeu voltar após o banimento em uma publicação feita na própria plataforma.

“Existe a possibilidade de o Parler ficar indisponível na internet por até uma semana enquanto reconstruímos do zero”, disse. “Nos preparamos para eventos como este nunca contando com a infraestrutura proprietária da Amazon e construindo produtos bare metal”.

Mas não são somente as empresas de tecnologia que se posicionaram contra o Parler neste fim de semana. Em entrevista por telefone à Fox News neste domingo (9), Matze disse que “todos os fornecedores, de serviços de mensagem de texto a provedores de e-mail e nossos advogados, também nos dispensaram, no mesmo dia”.

Foto: Divulgação

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