Primeiro ‘túnel de desinfecção’ contra o coronavírus chega ao Brasil

túnel desinfecção covid-19
A projeção do túnel tem participação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Saiba onde fica e como funciona.
Por João Paulo Castro
Publicado em 04/08/20 às 11h46

Brasil – O país recebeu na manhã desta terça-feira (4) o primeiro ‘túnel de desinfecção’ para combater o novo coronavírus (Covid-19). O equipamento foi instalado na Estação BHBus Pampulha, em Belo Horizonte. A informação foi publicada pelo jornal Estado de Minas.

A máquina utiliza uma névoa ozonizada e promete desinfetar roupas, acessórios e até mesmo a pele de quem passa pela cabine sem provocar danos à saúde.

O projeto é fruto de uma parceria do Consórcio Operacional do Transporte Coletivo de Passageiros por Ônibus do Município de Belo Horizonte (Transfácil), da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), BHtrans e Prefeitura de Belo Horizonte, que pretendem ampliar a ideia para todas as Estações de Integração.

O Senai relata que o túnel de desinfecção instalado na Estação Pampulha não utiliza produtos químicos e reduz a possível transmissão para outras superfícies do ambiente através da emissão de uma névoa de água ozonizada.

Para não prejudicar as pessoas ao respirar o ozônio no formato de gás, o equipamento processa a solução do gás na água em um percentual muito abaixo do que poderia ser prejudicial ao ser humano e que é utilizado até mesmo para desinfecção de água, tornando-a potável.

Comprovação científica

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmou que ainda não existe comprovações científicas de que o uso dessas máquinas são eficazes para desinfecção do coronavírus.

Luana Araújo, infectologista e especialista em saúde pública pela Universidade Johns Hopkins, explica que esses túneis de desinfecção são usados normalmente em materiais inorgânicos, principalmente na indústria de alimentos, em açougues e frigoríficos onde as pessoas tem roupas próprias para trabalho e passam por esses túneis de desinfecção nos quais essa roupa é higienizada.

“De forma geral, os túneis que foram feitos até agora envolvem substâncias que jamais poderiam ser transformadas em névoa porque são altamente irritantes para o ser humano, para a pele, para mucosas e trato respiratório e podem causar sintomas e lesões graves”.

Foto: Leandro Couri/Estado de Minas

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