Telegram: Fundador desmente mitos sobre o app que avança em popularidade sobre WhatsApp

Além de defender a sua plataforma, o fundador do Telegram aproveitou a publicação para fazer algumas acusações mais pesadas ao Facebook,
Por Henrique De Mesquita
Publicado em 09/01/21 às 17h01
Telegram: Fundador desmente mitos sobre o app que avança em popularidade sobre WhatsApp
Telegram: Fundador desmente mitos sobre o app que avança em popularidade sobre WhatsApp

O fundador do Telegram, Pavel Durov, fez um pronunciamento nesta sexta-feira (08), em seu canal no mensageiro. No comunicado, o empreendedor desmente três mitos sobre o aplicativo – dentre eles o de que o programa é russo. Além disso, Parov afirma que o Telegram é vítima de bots que propagam fake news nas redes sociais.

O post é majoritariamente uma provocação ao Facebook, e ecoa em um contexto no qual muitos usuários afirmam que pretendem deixar o WhatsApp devido à última atualização nos Termos de Serviço do mensageiro.

Entretanto, Durov traz algumas outras informações importantes sobre o Telegram, que visam desmentir fake news que estariam sendo disseminadas por bots.

Mito 1: “Telegram não é open-source”

A primeira informação relevante diz respeito ao código do Telegram. Durov garante que todos os apps clientes do Telegram são open-source desde 2013, e que seus processos de criptografia e API são revisados “milhares de vezes” por especialistas em segurança – além de serem documentados para auditorias.

Ele ainda alfineta o WhatsApp ao dizer que o app supostamente “ofusca” seu código para dificultar a verificação de seus processos de criptografia e privacidade.

Mito 2: “Telegram é um aplicativo russo”

É comum encontrar memes e comentários irônicos relacionados à origem russa do Telegram, além de acusações de que as informações dos usuários seriam interceptadas pelo governo do país. Mas, ao contrário do que muitos pensam e propagam nas redes sociais, o Telegram não tem servidores ou escritórios na Rússia.

Sua sede atual fica em Dubai. De acordo com Durov, o Telegram foi bloqueado em território russo de 2018 a 2020. Em 2017, o app teve que pagar multa por se recusar a fornecer dados ao governo russo.

Mito 3: “O Telegram não está criptografado”

A bandeira mais defendida por Durov é a de privacidade e segurança de dados. E é claro que ele não deixaria de reforçar que o Telegram conta com criptografia desde seu lançamento. O fundador do mensageiro ressalta ainda alguns recursos bastante populares, como os chats secretos com criptografia de ponta-a-ponta e o armazenamento em nuvem.

Durov acusa Facebook de manipular informações sobre WhatsApp

Além de defender a sua plataforma, o fundador do Telegram aproveitou a publicação para fazer algumas acusações mais pesadas ao Facebook, no entanto, as informações vieram sem grande embasamento.

Em primeiro lugar, o empreendedor sugere que a empresa de Mark Zuckerberg estaria destinando verbas de Marketing para editar artigos na Wikipédia, com o intuito de manipular informações sobre o WhatsApp.

De fato, é possível identificar que houve edições feitas por usuários pagos por meio de uma nota na antiga página destinada ao mensageiro, mas a própria Wikipédia afirma que não encontrou nenhum problema de imparcialidade ou publicidade nestas alterações e, portanto, removeu o antigo aviso sobre as potenciais edições.

Com informações via Terra
Foto
: Divulgação

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