Testemunha fala que fez sexo com Flordelis em ‘ritual de purificação’, diz jornal

Testemunha caso Flordelis
Em depoimento dado à Polícia Civil e obtido pelo jornal Extra, o homem relatou que morou com o casal durante cinco anos no final da década de 1990
Por Edilânea Souza
Publicado em 11/09/20 às 11h50

Uma testemunha da investigação sobre o assassinato de Anderson do Carmo contou que teve relações sexuais com a deputada e pastora Flordelis (PSD), em um “ritual de purificação”. De acordo com a testemunha as pessoas que chegavam à residência da família tinham que passar por esse ritual.

Flordelis foi considerada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como a mentora e mandante do assassinato de Anderson, em junho de 2019.

Em depoimento dado à Polícia Civil e obtido pelo jornal Extra, o homem relatou que morou com o casal durante cinco anos no final da década de 1990. Ao chegar na casa de Flordelis e Anderson, foi obrigado a ficar em isolamento num quarto por uma semana. No período, foi alimentado apenas com arroz e legumes e tinha uma bíblia para passar boa parte do tempo rezando.

Foi nessa primeira semana que ele teve relações sexuais com a deputada, quando ela foi sozinha até o seu quarto. A testemunha ainda relata que eles fizeram sexo por outras vezes depois.

“O declarante se recorda que aquilo lhe causou um efeito como se fosse mágico, pois considerava que havia tido relações praticamente com um ser divino, pois era assim que Flordelis se apresentava”, diz um trecho do depoimento.

O homem contextualizou que o encontro com Flordelis fez parte de uma série de visitas de pessoas consideradas por ele como um grupo mais seleto da casa, que participaria de rituais secretos. Durante o período em que morou com o casal e seus filhos, a testemunha disse ter a impressão de que participava de uma seita.

Ritual com Anderson nu

Em outro relato aos policias, o homem contou que participou de um ritual quando a família se mudou para uma casa em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro — a residência onde aconteceu o assassinato de Anderson fica em Niterói (RJ). A testemunha lembrou que normalmente não tinha acesso a rituais do tipo.

Na ocasião, Anderson ficou nu no centro de um círculo marcado no chão com giz. O pastor foi oferecido então como oferenda por Flordelis, que conduzia uma espécie de reza.

Sexo na família e casas de swing

Em outras revelações já feitas por depoimentos coletados pela Polícia Civil, pessoas que conviveram na casa relataram que membros da família mantinham relações sexuais entre si, incluindo com Flordelis e Anderson, e a rotina do casal ainda incluía idas frequentes a casas de swing.

Acusada pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio) de ser a mandante da morte de Anderson, que foi executado com 30 tiros na garagem de casa, a própria Flordelis comentou recentemente em uma entrevista ao SBT sobre a tese do MP-RJ de que o casal foi a uma casa de swing em Botafogo no dia do crime.

Além de alegar inocência, a deputada negou que tenha ido ao estabelecimento conhecido por troca de casais e afirmou que fez sexo com Anderson no capô do carro deles pouco antes da morte do pastor.

Flordelis só não foi presa pelo caso porque tem imunidade parlamentar, mas está ameaçada de perder o mandato por uma representação feita à Mesa da Câmara pelo deputado federal Léo Motta (PSL-MG). Sete filhos e uma neta da parlamentar estão presos por suspeita de envolvimento no assassinato de Anderson.

Com informações UOL

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