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11 de agosto, 2022

Varíola: 95% dos casos são transmitidos sexualmente, diz estudo

Os pesquisadores enfatizam, porém, que a varíola dos macacos também pode ser transmitida pelo contato com gotículas respiratórias
Nova atualização da situação da Monkeypox foi emitida pela FVS-RCP. Foto: Reprodução/Internet

Mundo – Pelo menos 95% dos casos estudados de varíola dos macacos foram transmitidos através de relações sexuais. Os dados são de estudo publicado nesta quinta-feira (21) pelo New England Journal of Medicine.

A pesquisa foi liderada por cientistas da Universidade Queen Mary, de Londres, que analisaram 528 infecções confirmadas, em 43 locais de 16 países, entre 27 de abril e 24 de junho de 2022.

Segundo a publicação, 98% dos pacientes eram homens gays ou bissexuais, 75% eram brancos e 41% tinham HIV. Com idade média de 38 anos, e o número médio de seus parceiros sexuais nos três meses anteriores à infecção foi de cinco. Cerca de um terço tinha frequentado festas sexuais ou saunas no mês anterior à manifestação da doença.

O estudo também mostrou que os pacientes de varíola dos macacos têm apresentado sintomas anteriormente não relacionados ao vírus, como lesões genitais únicas e feridas na boca e no ânus.

Sintomas semelhantes a ISTs

Muitos dos sintomas são semelhantes aos de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e podem levar a erros de diagnóstico, advertem os pesquisadores.

“É importante enfatizar que a varíola não é uma infecção sexualmente transmissível no sentido tradicional. Ela pode ser adquirida através de qualquer tipo de contato físico próximo. No entanto, nosso trabalho sugere que a maioria das transmissões até agora está relacionada principalmente à atividade sexual, mas não exclusivamente, entre homens que praticam sexo com homens”, explicou o principal autor do estudo, John Thornhill.

Os pesquisadores enfatizam, porém, que a varíola dos macacos também pode ser transmitida pelo contato com gotículas respiratórias, roupas ou superfícies.

“A maioria dos casos foi leve e autolimitada, e não houve mortes. Embora 13% tenham sido hospitalizados, nenhuma complicação grave foi relatada na maioria dos internados”, e a maioria das internações foi para gestão da dor. O DNA do vírus da varíola dos macacos estava presente no sêmen de 29 de 32 testados. Apesar disso, ainda não está claro se se trata de uma via de transmissão a doença.

Com informações do UOL

Leia mais: Novo caso suspeito de Varíola dos Macacos é investigado pela FVS em Manaus

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