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25 de junho, 2022

VÍDEO: Policial da Rocam é suspeito de invadir casa para matar Pitbull com tiro em Manaus

Lilith havia tido filhotes há pouco tempo e morreu nos braços do tutor, que teria sido ameaçado por policial
Pit Bull
(Foto: Reprodução)

Manaus (AM) –  A cadela Pitbull Lilith, de 1 ano e 8 meses, foi brutalmente morta com um tiro de pistola no bairro São José Operário, Zona Leste de Manaus. O crime aconteceu na segunda-feira (23), pelas mãos de um policial da Ronda Ostensiva Cândido Mariano Motos (Rocam-Moto), segundo o tutor do animal de estimação, que não quis se identificar com medo de represálias.

De acordo com o tutor, ele estava se preparando para sair de casa, quando ouviu o tiro e latido. O dono do animal disse que achava que era algo envolvendo os filhotes de Lilith, que há poucos dias havia tido três filhotes.

O tutor correu até a calçada ainda dentro do quintal que é murado, quando viu o policial da Rocam-Motos em pé parado em frente ao portão, com uma pistola na mão. O jovem disse que questionava o que havia acontecido, mas o policial ordenou que o jovem saísse, sem dar explicações sobre o que havia ocorrido para que ele atirasse no animal e ameaçando o rapaz com a pistola.

Cadela Lilith foi ferida com um tiro no peito (Foto: Arquivo Pessoal)

O rapaz voltou para dentro da casa e encontrou a Pitbull Lilith agonizando com um tiro no peito. Quando ele retornou para tentar pegar a identificação do policial, ele já havia ido embora.

“Estava me arrumando para sair, quando ouvi um tiro e grito de cachorro e saí correndo para frente da minha casa, abri a porta e vi minha cadela vindo de cabeça baixa. Ela entrou para o meu quarto e minha irmã veio e apontou para o chão e vimos uma ‘borra’ de sangue. Chamei a minha cachorra e ele veio de cabeça baixa, foi quando levantou a cabeça dela, ‘tem’ um tiro no peito dela. Saí correndo para frente de casa, no pátio e vejo um policial da Rocam com meu portão aberto apontando a arma para mim. Ele pede para eu sair, mas eu não saio, entro de volta para casa para ver a minha cachorra e quando eu volto, ela está agonizando. Só deu tempo de pegar o celular e filmar ele e ir atrás do policial, mas eles não ficaram para explicar o por que deles atirarem ou dar uma justificativa”, disse.

“Se ele estava atrás de alguém, e correu pra cá pra casa, porque ele não veio atrás? Ele matou o cachorro por crueldade, isso não se faz. Nosso portão estava só no ferrolho, não estava no cadeado porque ele enferrujou. Do nada ele apareceu lá e não tem justificativa dele querer entrar dentro de casa porque no momento que ele atirou, a cápsula da arma dele caiu dentro de casa na calçada. Isso significa que ele invadiu a minha casa, além de matar a minha cachorra. Tem um portão lá que não é para entrar e simplesmente ele abriu, entrou, matou a cachorra e foi embora sem justificativa”, disse o tutor arrasado.

Se foi por necessidade ou ela rosnou para ele, o que eu acho difícil porque ela era uma cahorra dócil, todos no beco conheciam ela, brincavam com ela, ela nunca fugiu, nunca mordeu e nunca atacou ninguém”.

O jovem disse que solicitou as imagens de câmeras de segurança de uma empresa para tentar identificar o suspeito e acredita que chegará a uma solução. “Não quero generalizar que foi toda a Rocam-Motos, foi apenas um que atirou nela. Estamos atrás das imagens de câmeras de segurança, mas é complicado porque são muitos policiais e a gente não pode jogar assim”, disse o jovem ainda choroso pela perda da amiga Pitbull.

A cadela da raça American Pitbull Terrier deixou três filhotinhos, que ainda estavam amamentando.

A reportagem aguarda um posicionamento da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) e Polícia Militar do Amazonas (PM-AM).

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